Eu vejo gente querendo tirar a legitimidade de um movimento inicialmente de utopia democrática. Eu vejo gente sorrateiramente manipulando os mais frágeis para deslegitimar este movimento.
Eu vejo gente atentando contra a liberdade de expressão e, mais ainda, atentando contra a verdade e a transparência.
Eu vejo gente burlando promessas, e outras tantas agindo incoerentemente e de forma não costumeira pela vontade alheia e pelo receio eleitoral.
Eu vejo gente querendo achar "O dono da culpa", e gente que simplesmente quer colocá-la em quem convém. Aliás, eu vejo muita conveniência.
Eu vejo gente agindo de má fé, incitando a discórdia quando deveria garantir a segurança. Ao mesmo tempo, vejo gente em fúria, radicalmente contra tudo aquilo que também somos, contra este sistema triturador e promíscuo; gente que não é tão bem-vinda ou bem-vista.
Eu vejo o medo ao lado da esperança, vejo sangue de morte e de vida. Vejo a ingenuidade de uns e a esperteza de outros. Vejo o livre arbítrio, mas também vejo sujeitos corrompidos.
Eu vejo força, e alguma reflexão. Eu vejo um jogo de interesses!
Vejo resultados que acomodam, e decisões que distorcem a visão.
Vejo "canhotos e destros".
Vejo pessoas em um misto de medo e ansiedade. Eu sinto.
Medo de sermos usados como peças de um jogo, de acreditarmos na voz e na autonomia e colocarmos nossa voz nas mãos do destinatário errado.
Espero que o Gigante se mantenha vigilante, de olhos abertos. Ele, que diz ter acordado agora, deve estar ciente que qualquer pestana tirada pode ser fatal.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
"Que prefiramos sempre o barulho da democracia que o silêncio das ditaduras"
Não é pelos 0,20! Pelas mudanças políticas no Brasil, contra os gastos com os eventos superfaturados da FIFA e desleixo para com serviços públicos, cultura e Arte, contra a inflação e contra a corrupção, pelo direito de se manifestar sem ser agredido, e pela paz!
O Gigante acordou (e espero que tenha acordado mesmo, e não volte a dormir). Brasileiros, morando em São Paulo, no Rio, em BH, no Havaí, em Londres, Coimbra em qualquer lugar do planeta, vestiram branco e foram às ruas em uma manifestação que vai além de ser contra o aumento da tarifa no Transporte Público.
O branco não é só contra o aumento. É contra a violência e é nossa resposta de paz, é o nossa voz de indignação, é o nosso pedido de atenção, transparência e clareza nas políticas, é o nosso não contra a corrupção, nosso pedido de cadeia aos políticos corruptos, é a nossa vontade de mudar alguma coisa no país, de dar poder de compra a todos, mas sem inflacionar outros setores. É uma manifestação pacífica. E é um pedido de paz diante das manifestações.
O brasileiro não saiu para festejar, mas para reivindicar, exigir, mostrar que não estamos satisfeitos. Foi lindo.
Nunca tinha participado de uma mobilização de verdade, nunca tinha me sentindo tão brasileira, nem tão emocionada com as pessoas do meu país, do nosso país.
Mas não devemos perder o foco que é, sobretudo, protestar e ganhar voz para gritarmos por muito tempo, e não deslegitimarmos as manifestações fazendo-nos calar. É preciso, sobretudo, respeitar o outro e unir forças. Quanto a possíveis reivindicações, se quisermos atenção imediatas, devemos ser cautelosos e específicos. Não dá para pedir tudo de uma vez! Mas dá para abrirmos reflexões e criarmos movimentos específicos.
O movimento não pender para interesses pessoais ou partidários, é um movimento abrangente porque não é de um partido, de esquerda ou de direita.
as uma coisa é um partido se apropriar do movimento; outra bem diferente é ele apoiar e aderir. E eles têm liberdade para isso!
As pessoas precisam entender que este discurso de exclusão dos partidos políticos dos movimentos populares só beneficia a extrema direita! Os partidos políticos são necessários para o pleno exercício da democracia! Devemos exigir Reforma Política (e confesso que devemos ser específicos na forma como isso deve ocorrer, e ainsa estou pensando sobre)! Cuidado com os discursos e ações de pessoas que escondem seus rostos! Eles querem te confundir e te enganar!
Ainda, não clame pela saída deste ou daquele governante, pela não participação deste ou daquele partido, mas por mudanças no ordenamento político! #REFORMAPOLÍTICAJÁ! #NÃOQUEROOUTRADITADURA!
O Brasil está passando por um momento econômico delicado também, e quem está pagando é o povo. O governo nunca tem verba para melhorar saúde, educação, transporte público, mas investe milhões em obras faturadas destes eventos esportivos que vêm acontecendo. E para pagarem estes milhões é dinheiro que vem sendo impresso, o que gera aumento da inflação. E o povo, já endividado com as políticas imediatistas do governo, tem um poder de compra utópico, porque até as passagens que deixarem de receber aumento serão de uma forma ou outra bancadas pelo povo. É preciso reivindicar transparência e melhor emprego do dinheiro público. Reivindicar melhorias econômicas sem deixar de lado o social, mas sem comprometer o povo no futuro! Começou tudo pelos 0,20, mas não são só 20 centavos! E este atual movimento nacionalmente reivindica isto: mais transparência econômica e atenção ao setor público (saúde, segurança, educação, cultura...). E a escolha do momento não foi por ignorarmos outras obras superfaturadas ou porque este governo é responsável por tudo que está errado. É porque foi a gota que faltava para transbordarmos depois de anos do nosso copo se enchendo de desaforos.
O povo brasileiro não quer país pra gringo ver, quer país digno para viver!!
E por isso, a rua é mais que a maior arquibancada do Brasil! É o maior estádio, onde o maior jogo está acontecendo! O maior palco do maior espetáculo!
O Gigante acordou (e espero que tenha acordado mesmo, e não volte a dormir). Brasileiros, morando em São Paulo, no Rio, em BH, no Havaí, em Londres, Coimbra em qualquer lugar do planeta, vestiram branco e foram às ruas em uma manifestação que vai além de ser contra o aumento da tarifa no Transporte Público.
O branco não é só contra o aumento. É contra a violência e é nossa resposta de paz, é o nossa voz de indignação, é o nosso pedido de atenção, transparência e clareza nas políticas, é o nosso não contra a corrupção, nosso pedido de cadeia aos políticos corruptos, é a nossa vontade de mudar alguma coisa no país, de dar poder de compra a todos, mas sem inflacionar outros setores. É uma manifestação pacífica. E é um pedido de paz diante das manifestações.
O brasileiro não saiu para festejar, mas para reivindicar, exigir, mostrar que não estamos satisfeitos. Foi lindo.
Nunca tinha participado de uma mobilização de verdade, nunca tinha me sentindo tão brasileira, nem tão emocionada com as pessoas do meu país, do nosso país.
Mas não devemos perder o foco que é, sobretudo, protestar e ganhar voz para gritarmos por muito tempo, e não deslegitimarmos as manifestações fazendo-nos calar. É preciso, sobretudo, respeitar o outro e unir forças. Quanto a possíveis reivindicações, se quisermos atenção imediatas, devemos ser cautelosos e específicos. Não dá para pedir tudo de uma vez! Mas dá para abrirmos reflexões e criarmos movimentos específicos.
O movimento não pender para interesses pessoais ou partidários, é um movimento abrangente porque não é de um partido, de esquerda ou de direita.
as uma coisa é um partido se apropriar do movimento; outra bem diferente é ele apoiar e aderir. E eles têm liberdade para isso!
As pessoas precisam entender que este discurso de exclusão dos partidos políticos dos movimentos populares só beneficia a extrema direita! Os partidos políticos são necessários para o pleno exercício da democracia! Devemos exigir Reforma Política (e confesso que devemos ser específicos na forma como isso deve ocorrer, e ainsa estou pensando sobre)! Cuidado com os discursos e ações de pessoas que escondem seus rostos! Eles querem te confundir e te enganar!
Ainda, não clame pela saída deste ou daquele governante, pela não participação deste ou daquele partido, mas por mudanças no ordenamento político! #REFORMAPOLÍTICAJÁ! #NÃOQUEROOUTRADITADURA!
O Brasil está passando por um momento econômico delicado também, e quem está pagando é o povo. O governo nunca tem verba para melhorar saúde, educação, transporte público, mas investe milhões em obras faturadas destes eventos esportivos que vêm acontecendo. E para pagarem estes milhões é dinheiro que vem sendo impresso, o que gera aumento da inflação. E o povo, já endividado com as políticas imediatistas do governo, tem um poder de compra utópico, porque até as passagens que deixarem de receber aumento serão de uma forma ou outra bancadas pelo povo. É preciso reivindicar transparência e melhor emprego do dinheiro público. Reivindicar melhorias econômicas sem deixar de lado o social, mas sem comprometer o povo no futuro! Começou tudo pelos 0,20, mas não são só 20 centavos! E este atual movimento nacionalmente reivindica isto: mais transparência econômica e atenção ao setor público (saúde, segurança, educação, cultura...). E a escolha do momento não foi por ignorarmos outras obras superfaturadas ou porque este governo é responsável por tudo que está errado. É porque foi a gota que faltava para transbordarmos depois de anos do nosso copo se enchendo de desaforos.
O povo brasileiro não quer país pra gringo ver, quer país digno para viver!!
E por isso, a rua é mais que a maior arquibancada do Brasil! É o maior estádio, onde o maior jogo está acontecendo! O maior palco do maior espetáculo!
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