Este é um texto um pouco diferente do que costumo postar aqui, mas é um desabafo em um momento em que se é necessário fazê-lo desta forma...
Alguns anos de terapia nos ajudam a pensar em cada acontecimento de nossas vidas como trechos de um caminho longo de aprendizado. "Deus não nos dá o que queremos, mas o que precisamos" (e isto se aplica a acontecimentos e pessoas). Pensar que algo é inveja ou "má sorte" (prefiro assim à palavra sinônima, rs), ao meu ver, é não enxergar uma realidade ao redor e dentro de si mesmo.
E eu não quero me ver com fraqueza ou como vítima, porque não sou. Sou forte, bem guardada por Deus e não seria qualquer "urucazinha" que iria me derrubar.
Prefiro pensar no caminho da vida, no crescimento constante, na busca pela felicidade que é o que dá sentido ao viver. Afinal, o dia em que formos plenamente felizes e não sonharmos, que sentido terá nossa vida?
Assim, várias vezes neste mês - inclusive hoje - acordei pedindo que estivesse sonhando, mas não estava.. pedi que o tempo e as pessoas voltassem, mas ainda não foram criadas estas fórmulas...
Pensei no momento: meu presente e não o que passou ou está por vir. O agora é o que importa, meu modo de viver, minhas companhias, minhas atitudes, o que há no meu dia-a-dia de bom e de ruim. Pensei na pessoa que sou, e não na que fui ou na que quero me tornar. E com certeza, por mais que venha nostalgia por vezes, de certa forma sou uma pessoa melhor! Sou mais madura, conheço-me mais, consigo até mesmo prever - embora não controlar (e nem sei se quero) - algumas reações minhas... e isso não ocorreria se em minha vida não houvessem também os "perrengues", além das inúmeras bênçãos e alegrias que me sustentam! Não sou o que eu tenho, mas o que a vida me proporcionou vivenciar.
Eu disse ontem a uma amiga, parafraseando Nietzsche: "é do caos que nascem as estrelas". E minutos mais tarde esta mesma frase coube mais uma vez neste meu mês "caótico".
Saudade, dor, ausência não passam e nem sempre diminuem.. mas porque não têm que diminuir.
E se assim tem que ser, elas serão também formadoras da minha força e maturidade e contribuirão para meu autoconhecimento.
É hora de "rir pra não chorar". Mas quando é pra chorar eu choro, e purifico.
Pois sigo a filosofia do Seu Madruga (risos) de que "Posso não ter um centavo no bolso, mas tenho um sorriso no rosto e isso vale mais que todo dinheiro do mundo".
O sorriso é meu "patuá". E com humor a gente enfrenta a vida de forma mais leve e sem ressentimentos. E que assim seja sempre!
Obrigada, Deus, pela vida! Obrigada à minha família e àqueles amigos que estão comigo, sem se importarem "pra que lado o barco rema". Obrigada à vida pelo aprendizado. Obrigada à Dança pela catarse.
"Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4,13)
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